Data: 22 de Outubro de 2009
Segundo notícia divulgada em 22 de outubro de 2009 (extraído por Por Ascom do Inea),
André Ilha (Presidente do IEF) admitiu que a administração do parque, que tem 12.500 hectares de extensão, enfrenta todo tipo de problema, tanto os relativos à proximidade de uma grande metrópole como o Rio, como tráfico, milícias e ocupação irregular; quanto de áreas rurais, como atividades agropecuárias, incêndios e desmatamentos para abertura de pastagens, além do cativeiro e caça de animais silvestres.
Investimentos no PEPB
André Ilha adiantou ainda que prevê o reflorestamento da vertente Norte do Pico da Pedra Branca, ponto culminante do Parque já está definida. pSairá de compensação ambiental pela construção do Arco Rodoviário que permitirá a cobertura vegetal de 800 metros da área. Para os 260 metros restantes está sendo negociada a liberação de uma linha de crédito junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
- Já dispomos de recursos também para o Termo de Referência do plano de manejo do parque e para a reforma da sede principal no Pau da Fome e da subsede do Camorim, em Jacarepaguá. Essas medidas permitirão um melhor controle e proteção da área demarcada - previu o diretor.
Eduardo Lardosa, chefe do Serviço de Planejamento e Pesquisa Científica da Dibap/Inea reiterou a importância da proximidade com a pesquisa como meio de conhecimento dos meios físico, biótico e socioeconômico, bem como, as ameaças e oportunidades para gestão adequada das Unidades de Conservação. E, principalmente, da importância de cadastrar as pesquisas nos órgãos gestores.
- Em cinco anos, de 2004 a 2009, foram realizadas 35 pesquisas autorizadas no Parque da Pedra Branca. Mas, certamente, este universo está muito abaixo da realidade - estimou Lardosa.
O primeiro painel abordou uma das maiores preocupações na gestão do Parque da Pedra Branca que são os conflitos territoriais. Apresentado pelo professor Renato Valejo, da Universidade Federal Fluminense (UFF), o estudo indicou algumas dos principais problemas que ameaçam à Unidade de Conservação.
Cercado por 16 bairros, a maioria densamente povoados, o parque sofre com a dificuldade de controle tanto da área externa, quanto da interna. De acordo com o professor, o crescimento populacional na região em quatro anos (de 1990 a 2000) foi de 11%, de 883.559, para 980.522 habitantes.
- Problemas como a ocupação irregular, despejo de poluentes, queimadas, extrativismo da fauna e da flora, entre outros riscos aos atributos naturais da área protegida passam a ser mais recorrentes e cada vez mais difíceis de controlar - explicou Valejo.
Entre as principais ocorrências de crimes ambientais registradas, ainda que subestimadas conforme admitiu o professor, constam os incêndios e ocupações irregulares, com 30% dos registros, esgoto e lixo, com 16%; supressão de vegetação, com 9%; e o restante inclui atividades minerais e represamentos (7%), agricultura (2%) e cativeiro de animais silvestres (1%).
Por bairro, o maior número de denúncias envolve a região de Jacarepaguá, com 68%, incluindo Taquara e Vargem Grande; Rio da Prata, em Campo Grande, com 10%; Bangu e Senador Camará, com 7% e o restante subdivido pelos demais bairros do entorno do parque.
Fonte:extraído por Por Ascom do Inea